O Monstro do Pen Drive

Perdi meu pen drive. E claro, se estamos carregando para usar é porque tem nele coisas muito importantes… Fiquei chateada mas não tanto quanto meu marido.

“Blá blá blá eu te avisei para… Blá blá blá era para você… Blá blá blá já procurou? … … … Blá blá blá, procurou direito? Blá blá blá, Blá blá blá…

Antigamente a gente não tinha este problema. Não precisava cuidar de pen drive porque não EXISTIA PEN DRIVE!!!!

E para ajudar, são normalmente minúsculos e com um agravante, a utilidade é mais ou menos como a de um guarda chuva… Sabe? A gente usa quando está chovendo, depois que a chuva pára ninguém lembra que estava usando.

Lamentei. Lamentei o Blá blá blá e lamentei meus arquivos nele. Claro que tenho cópias, mas tem coisas que são pessoais que não dá para serem simplesmente divididas com o mundo…

Hoje, na hora do almoço, ele – não o pen drive, meu marido – volta para casa e pergunta:

– “Encontrou? – … ai ai ai….

– “Não!!!! Nem vou encontrar”!

– “Vai sim”…

Credo! como pode um serzinho duro e sem vida pode causar tanto alvoroço!

Foi aí que resolvi procurar novamente. E encontrei solitário no fundo de uma eco bag que usei cheia de trabalhos, retalhos, costuras, agulhas e criatividade. Tinha esvaziado de tudo mas esqueci dele.

Pronto! Minha deixa. Fiz meu porta pen drive. Agora não perco mais… pelo menos acho que não.

 

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