Amor de vó não se explica. Se experimenta.

Tenho ouvido muito sobre este amor ultimamente e vejo em minha mãe também. Fiz um poema para ela: Dona Rosalina. Mãe dedicada. Vó querida.

Meus filhos vêem nela um porto seguro, um lugar de apoio, de paz e segurança. A casa dela é especial. Tem cheiro, sabores, cores e sons inesquecíveis. Meu pai, em sua companhia faz deste lar um pouquinho do céu.

O dia dos avós está chegando, mas adiantei-me nesta postagem em homenagem às queridas e dedicadas vovós que conheço e que são homenageadas diariamente.

Beijo vovós, espero que gostem da poesia.

 

(Poesia de Glaucia Machado)

Na casa da minha avó é sempre festa.

Tem pipoca, tem bolinho e isso é bom à beça

Nas noites frias de inverno é quentinha

E nas tardes de verão fica bem fresquinha

Vovó conta histórias diferentes

Que não se encontram nos livros da gente

Conta histórias comoventes

E aquelas, que de tanto medo batemos os dentes

Quando caio e me machuco, me dá um abraço acolhedor

Daí me oferece um suco e logo esqueço da dor

Nossa diferença é só na idade

Porque ficar longe dela me mata de saudades.

Dizem que vó é mãe duas vezes,

Outros dizem que é mãe com açúcar…

Não sei de nada disto.

Só sei de uma coisa e insisto:

Vó é vó, sem tirar nem por

E entre mim e ela existe um grande amor.

Anúncios