Transformar

Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá

(Teatro Mágico)

borboleta4As borboletas são símbolo de transformação e de renovação. Enquanto lagartas, devoram tudo o que podem, a fim de armazenarem energia e passarem pela fase de crisálida, onde permanecerão algum tempo apenas aguardando a transformação.

Ao olhar as borboletas, penso numa história linda e antiga sobre um homem chamado Bartimeu. A história conta que era cego e mendigo e usava uma capa, talvez para esconder sua vergonha, ou para proteger-se de um mundo de sombras. No entanto, a capa de Bartimeu era apenas um estágio de crisálida. Ele seria transformado. borboleta3

Ele está no caminho em que Jesus passa seguido por uma multidão. Sempre era uma multidão que o seguia, por que oferecia ao povo carinho e boas palavras. Tinha o poder transformador, poder de arrancar borboletas livres e belas aprisionadas no casulo.

(Dizem que as borboletas se esforçam para saírem do casulo e que este esforço é fundamental para suas asas).

borboleta2Volto para a história de Bartimeu: Em meio à multidão, ele grita o mais alto que pode. Não posso dimensionar tal esforço. Posso apenas supor que Bartimeu era um homem à margem da sociedade, com todas as implicações disto. Talvez rejeitado, sozinho, sem perspectivas de futuro. Entretanto, ainda lhe restava a esperança. Queria e precisava ser ouvido. Ele ousa, grita e Jesus o ouve. Diz a história que as pessoas ao redor disseram a Bartimeu: “Fique a animado. Jesus te chama! “.

Bartimeu joga longe sua capa. A capa que marcava sua trajetória, a crisálida que e o aprisionava e vai até Jesus de mãos vazias, ainda sem poder ver, contudo, de coração aberto e alma esperançosa. Deixa para trás todo o estigma e se lança para uma nova vida.

O resultado é evidente. Não há como encontrar-se com Jesus e manter-se o mesmo. Seu poder transformador é eficaz e nos atrai.

Bartimeu é curado. A partir dali ele pode voar.borboleta1

Olho para meu dia a dia e penso nas capas que carrego, nas crisálidas que me aprisionam o no quanto é possível me transformar. Por mais aprisionada que possa estar em meus medos, ansiedades, memórias e escolhas, todos os dias recebo a chance de escrever uma nova história, fazendo novas escolhas, buscando me libertar do que era, para descobrir o que posso ser.

A vida é feita de coisas boas e ruins. Momentos em que me sinto tão pequena que quero ficar envolta em armadura, num canto protegido. Mas, sei que são tempos assim que me fortalecem, porque meu ser está sendo moldado. Então fortalecida, posso rasgar o casulo para finalmente voar. Não se trata de reviver, trata-se de permitir-se mudar.

A borboleta é de fato símbolo de transformação e do renovar, apresento minha nova pintura: “Borboletando” – óleo sobre tela (estou ainda nos meu primeiros passos), pensando de todo meu coração:

Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto (Salmo 51.10).

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Pintando o 7

Você sabe qual é a origem da expressão “Pintando o sete”? Também não sei. Pesquisei um pouco na internet mas não encontrei nada que pudesse esclarecer.

Bem, mas “Pintei o sete” nestes dias e devagarinho postarei alguns trabalhos.

Ah! Comecei a pintar quadros com tinta a oleo. Minha irmã Mércia Machado é ótima nisto. Eu porém, estou apenas começando neste universo tentador e prazeroso. Mas já tá virando um vício…

Espero melhorar minha habilidade e encontrar meu traço pessoal. Adoro os grandes artistas, entretanto, gosto também da arte naïf. Talvez seja este o meu caminho…

Aceito dicas e opiniões.

Antúrio do jardim da casa da dona Rosalina