O Jogo do Contente

Recentemente um amigo contou-me que pratica com sua família o Jogo do Contente. É claro que para quem tem filhos o jogo é um velho amigo. Talvez a maneira de jogar seja diferente de uma casa para outra, mas a regra é a mesma: Estou feliz porque…

Em casa praticávamos o Jogo do Contente através de uma caderneta. Lucas, meu filho tinha uma nuvenzinha negra que o acompanhava. Meus colegas de trabalho, seus professores, me encontravam na escola e diziam: Hoje ele está com aquela nuvenzinha. Fiz nascer então uma caderneta onde ele deveria anotar dia a dia aquilo que o fazia feliz, mesmo que tivesse sido por alguns minutos. Não houve muitas anotações. Não porque não havia alegrias, mas Lucas entendeu o sentido do jogo e foi aprendendo a valorizar as pequenas coisas da vida. A caderneta tornou-se obsoleta e transformou-se em oração de gratidão antes de dormir.

Dias atrás foi a vez da Rebeca: “ó céus, ó vida, ó azar”…

Conversamos o quanto Deus é bom, e que devemos ser gratos porque nos dá grandes dias, e faz de nós especiais. A semana foi passando e aos poucos ela voltou ao seu normal: observadora, apaixonada pelos bichos, pela família, pela vida.

A verdade é que somos humanos e temos dias bons e outros nem tanto. O fato é que Deus não nos promete uma vida sem problemas. Ele disse que também passaríamos por tristezas (João 16.33) Mas prometeu estar ao nosso lado todos os dias (Mateus 28.20). Em todo o tempo e lugar (Josué 1.9). Nossa função é descansar em seus braços (Salmo 37.5). Entregando nossas vidas, nossas ansiedades que Ele cuida de nós (1 Pedro 5.7).

Dia desses decidi praticar o Jogo do Contente desde o levantar. Primeiro, abracei meu marido. Depois fiquei em oração enquanto todos se arrumavam para sair. Parei para ouvir o barulho gostoso da risada da Rebeca que brincava com o Bruno e o Pascoal na sala. Despedi-me de todos pensando no quanto Deus é bom por me dar pessoas tão especiais. Planejei meu dia certa de que Deus está no controle. E depois, quando todos se foram fui fazer café. E foi neste momento que Deus me deu um presente. Minha flor de maio floriu novamente. Só um botão, mas, lindo e brilhante.

Fora de época, sem sentido algum e estranha, a flor abriu como que dizendo:

Pertenço a algo maior. Pertenço a Deus. Aquele que está no controle de tudo. Que faz coisas grandiosas, mas que acompanha o dia a dia de seus filhos bem de perto, na verdade, lado a lado. Que dá a chuva, dá o pão, que dá o sol, a saúde para o trabalho e que ouve nossa oração.  O que fez o universo imenso, e que para nós é infinito, e que cabe na palma de sua mão.

Este Deus grandioso é o mesmo que cabe dentro do nosso coração.

Dei uma incrementada no Jogo do Contente. Resolvi fazer um tsuru para cada alegria que eu tenho. Mas tenho que escolher apenas uma para cada dia, o que me obriga a pensar em todas as demais. Mas caí numa cilada: sou artesã e acabei pegando o gosto de fazer a dobradura, resultado: dobrar o tsuru passou a ser também uma alegria…

Mas mesmo que eu fizesse mil tsurus, como diz a lenda, não seria suficiente para descrever a alegria que sinto de ter Deus em minha vida. Presente, Bálsamo Eficaz, Consolador, meu Salvador.

A Ele me rendo na minha imperfeita humanidade. E quero declarar em alto e bom som:

“A Alegria do Senhor é a minha força” (Ne 8.10).

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